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Saúde mental em adultos

Síndrome do pânico: crises de medo intenso e receio de passar mal novamente

Uma crise pode assustar tanto que o medo da próxima começa a mudar seus planos. Avaliar o que você sente ajuda a distinguir o pânico de outras causas e a buscar tratamento.

Dra. Fernanda Rodrigues Bergamo · Médica psiquiatra
CRM-PR 43582 · RQE 34586
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Síndrome do pânico

Entendendo Síndrome do pânico

Um ataque de pânico começa de repente, com medo ou desconforto intenso e sintomas físicos, como coração acelerado e falta de ar. Na síndrome do pânico, também chamada de transtorno do pânico, os ataques se repetem de forma inesperada. A pessoa passa a se preocupar com novas crises ou muda seus hábitos por medo de que elas aconteçam.

Um ataque isolado não significa que a pessoa tenha o transtorno. Em alguns casos, o receio de passar mal faz com que ela deixe de dirigir, sair sozinha ou frequentar determinados lugares. A agorafobia, que pode ocorrer junto, envolve medo de situações em que escapar ou conseguir ajuda pareça difícil.

Como é feita a avaliação?

Na consulta, pergunto como as crises começam, o que você sente e o que passou a evitar por medo. Também avalio medicamentos, uso de substâncias e problemas de saúde que podem causar sintomas semelhantes. Dor no peito e falta de ar precisam de atenção médica e não devem ser atribuídas ao pânico sem avaliação.

Sinais que merecem atenção

Se você reconhece alguns destes sinais, conte como eles aparecem no seu dia a dia. Eles podem ter diferentes causas, por isso precisam ser avaliados em conjunto.

Medo intenso que aparece de forma súbita
Coração acelerado ou palpitações
Falta de ar ou sensação de sufocamento
Tremores, suor, tontura ou formigamento
Dor ou desconforto no peito
Sensação de perder o controle ou medo de morrer
Preocupação frequente com a próxima crise
Evitar atividades ou lugares por medo de passar mal

O que pode estar envolvido?

História familiar, experiências de vida e fatores biológicos podem contribuir para o pânico. Depois de uma crise, o medo das próprias sensações físicas também pode dificultar a retomada da rotina.

Histórico familiar de transtorno do pânico
Experiências muito estressantes ou traumáticas
Fatores biológicos envolvidos nas respostas de medo

Tratamento da síndrome do pânico

O tratamento procura diminuir as crises e ajudar você a retomar atividades que passou a evitar. A psicoterapia, a medicação ou as duas podem ser indicadas, conforme a avaliação e suas preferências.

O que pode fazer parte do acompanhamento

  • 1
    Entender os sintomas e investigar outras causas para os episódios.
  • 2
    Conversar sobre a terapia cognitivo-comportamental (TCC), que trabalha o medo das sensações físicas e das situações evitadas.
  • 3
    Se houver indicação de medicação, explicar como usá-la, o tempo de resposta e os possíveis efeitos indesejados.
  • 4
    Combinar o que fazer nas crises já avaliadas e quais sinais pedem atendimento médico.
  • 5
    Acompanhar, aos poucos, a volta às atividades que ficaram difíceis e ajustar o tratamento quando necessário.

Dúvidas sobre Síndrome do pânico

Veja respostas a dúvidas sobre sintomas, avaliação e tratamento.

Fontes e leitura complementar

Estas informações ajudam a conhecer o assunto. Na consulta, podemos conversar sobre o que se aplica à sua situação.

Quer conversar sobre o que está sentindo?

Consulte horários com a Dra. Fernanda Rodrigues Bergamo. Atendimento particular para adultos, presencial em Londrina e online.

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