TOC: pensamentos e rituais que se repetem e trazem sofrimento
Você pode perceber que uma verificação foi suficiente e, ainda assim, sentir necessidade de repeti-la. Na consulta, podemos conversar sobre essas experiências, inclusive as que são difíceis de contar.
Dra. Fernanda Rodrigues Bergamo · Médica psiquiatra
CRM-PR 43582 · RQE 34586
Consultas presenciais em Londrina e online

Entendendo Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)
No transtorno obsessivo-compulsivo, pensamentos, imagens ou impulsos indesejados podem voltar repetidamente e causar sofrimento. São as obsessões. As compulsões são comportamentos ou atos mentais que a pessoa sente necessidade de repetir para aliviar o desconforto ou tentar evitar algo temido.
Nem todo ritual é visível. Contar, repetir palavras em pensamento ou repassar uma situação muitas vezes também pode fazer parte do TOC. A pessoa sente alívio por um tempo, mas a dúvida volta. Gostar de organização ou conferir algo ocasionalmente não significa ter o transtorno. Na avaliação, observamos o sofrimento, o tempo gasto e o que os rituais impedem a pessoa de fazer.
Como é feita a avaliação?
Pergunto sobre os pensamentos que voltam, o que você faz para aliviar o desconforto e quais situações passou a evitar. Algumas pessoas têm vergonha ou medo de contar o conteúdo desses pensamentos. Um pensamento indesejado não significa, por si só, vontade de agir. Podemos falar sobre isso com cuidado para compreender sua experiência.
Sinais que merecem atenção
Se você reconhece alguns destes sinais, conte como eles aparecem no seu dia a dia. Eles podem ter diferentes causas, por isso precisam ser avaliados em conjunto.
O que pode estar envolvido?
Ainda não sabemos exatamente por que uma pessoa desenvolve TOC. A história familiar, fatores biológicos e experiências de vida podem ter participação. Os estudos investigam, entre outros aspectos:
Tratamento do TOC
A terapia cognitivo-comportamental com exposição e prevenção de resposta (EPR) é uma das opções de tratamento. Alguns medicamentos também podem ajudar. A indicação depende de como os sintomas afetam sua vida.
O que pode fazer parte do acompanhamento
- 1Conhecer os pensamentos, os rituais e as situações que você evita.
- 2Conversar sobre EPR: com ajuda de um profissional capacitado, você enfrenta aos poucos situações temidas e aprende a reduzir os rituais.
- 3Avaliar a indicação de medicamentos e acompanhar os benefícios e efeitos indesejados.
- 4Rever o tratamento quando os sintomas continuam atrapalhando, levando em conta o tempo necessário para avaliar a resposta.
- 5Orientar pessoas próximas sobre como apoiar você sem participar dos rituais.
Dúvidas sobre Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)
Veja respostas a dúvidas sobre sintomas, avaliação e tratamento.
Fontes e leitura complementar
Estas informações ajudam a conhecer o assunto. Na consulta, podemos conversar sobre o que se aplica à sua situação.
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